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Jornal do Bairro Alto

O filho do seu Nelson

 No meio, ali quase esquina com a Alberto Boliger — na época, Porto Alegre — um casarão antigo de repente abrigou umas mocinhas faceiras, bonitas e bem dispostas Não eram exatamente do tipo que, naquele tempo, pais sonhavam para um filho. Bem na  frente, com chuva o paralelepípedo ficava a gosto para o filho do velho Nelson dar uns “cavalos de pau” com o Chevi verde novinho do pai. E as meninas do casarão vibravam: - vou pegar o meu riban, avisava a morena, xispando colocar os óculos escuros para ver a exibição. Tanto sucesso  ao volante do Chevi valeu ao piloto sem carteira um passe livre para conhecer as entranhas do casarão e o mistério de suas adoráveis inquilinas. E um dia, então, depois de tantos “cavalos de pau” nos paralelepípedos da João Gualberto, o filho do seu Nelson saiu  de lá com um outro tipo de cavalo, brabo, indesejável, que judiava  do ginete até ser domado, cauterizado, curado. Na época, conhecido nas hostes como o venerável cavalo de crista - para os especiaistas, “condinoma acuminado”. Mais tarde, já livre do alazão, o distinto filho do seu Nelson não se convencia de que ali, entre as belas meninas,  a morena do riban havia lhe agraciado com raro presente. Respirou fundo, estufou o peito, deu mais um “cavalo de pau” no paralelepípedo da João Gualberto e foi conferir a história com a mesma morena do riban. Descobriu, então e finalmente,que era sim, com cem por cento de certeza, a bela morena do riban a dona do “haras maldito”.

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