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Jornal do Bairro Alto

Como nossos pais

Exagero? É possível que você não tenha percebido, e quem sabe se cobre por isso, mas seu pai foi igualzinho ao meu. Ele não te ensinou a ser criança feliz? Não chegava em casa com os bolsos cheio de balas Zaquinha? Não fez junto pra você aprender a arte de confeccionar aquela carteirinha mágica para guardar as figurinhas? De quem eram os braços que te acolhiam e confortavam nas noites de raios e trovões ? Ele não te deu aquele patacão de mil réis que guardava na gaveta do bidê pra você jogar tique? Não foi ele que subiu na goiabeira pra cortar a forquilha da sua primeira setra, feita com elástico de câmara de bicicleta e pêia de cromo alemão que ele cortou do próprio sapato? Não foi ele que andou com você pelos campos atrás de pau de paina, comprou papel de seda e fio 10  e te ensinou a fazer e a empinar raia? Quem te trouxe aquela cafezinha que virou jogadeira no burico?  Foi, não foi, com você no mecânico atrás de rolamento pra montar o carrinho? Um dia ele te surpreendeu com uma bola Goá número cinco novinha de não lembro quantos gomos e um par de chuteiras Chanca, da Casa Walter, não foi?  Naquele Natal ele chorou com você porque não teve dinheiro suficiente pra comprar o carrinho de corda, o jipe de pedal, a bicicletinha que você pediu,  chorou, não chorou? Mas depois te levou  faceiro  assistir ao CAPxCAF no Joaquim Américo - ou um CorixCaf no  Belfort Duarte.

Te levou na escola, tomou a taboada, foi duro com os exercícios nos cadernos de caligrafia, cálculo e linguagem. Desde pequeno ele te ensinou a ser o que você é. Exatamente assim. É possível que você não tenha percebido e talvez se cobre por isso, mas seu pai fez o que todos os pais fazem para que seus filhos sejam felizes desde criancinha. Assim como você está fazendo hoje para o seu filho. Assim como nossos pais. Ou não está?

Rua Antonio Cândido Cavalin, 43 - Sala 01 - Bairro Alto - Curitiba - Paraná

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