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Jornal do Bairro Alto

A vida de então

Era assim: pelo menos uma vez por semana a gente ia tomar uma vitamina e comer uma pizza na Acrópolis ou na Savoy; na sexta, um chopinho no Terraço ou no Iguaçu; volta e meia um xis no Tipiti  Dog; sábado, um cineminha em cinemascope no Vitória e domingo, matinê no Ópera, Palácio ou Avenida; Maiores de 18 divertiam-se nas boates  Bugatti, Marrocos, Moon Light, Stardust e terminavam a noite no Hotel Carioca.

 

Ia para a escola de guardapó e lancheira com sanduíche, Toddy (às vezes um guaraná Caçulinha ) e, de vez em quando umas bolachas Glória,  para quando batesse o sinal do recreio; o uniforme a gente comprava na Roskamp, o sapato escolar na Casa Schier e o material, bem mais em conta, na loja do MEC e o que faltava na papelaria João Haupt ou na Requião; ia para a cidade de lotação, pra tirar uma 3x4 na Foto Brasil ou na  Weiss, fazer uma chapa do pulmão a carteira na Saúde Pública ali na Barão, dar uma passada no Rei do Disco ou na Brunetti, quando saia um novo lançamento das 14 Mais, e levar as crianças para uma pose com o Papai Noel da Hermes Macedo;  no calor o refresco era chupar um dolé, tomar uma Crush, uma Mirinda, uma Baré, uma Grapetti, um capilé da Cini; inferno era dividir a serra da graciosa com os caminhões em temporada de praia; coisas que nunca se esquece,  como, por exemplo, o sabor daquele bacalhau em garrafa, Emulsão de Scott - as crianças preferiam, claro, uma colher de Biotônico Fontoura, ou de Sadol; a rádio Iguaçu transmitia as corridas de automóveis que disparavam pelas ruas da cidade , a uns 90 por hora:os Willys da Transparaná, os DKWs da Cirauto, os Simcas da Emisul e os Ford-carreteiras de Angelo Cunha e Altair Barranco;  chic era ter móveis Guellmann, comprar roupas no Magazine Avenida, jantar no Ile de France, ter  a carteirinha do Clube Curitibano, fazer Ballet no Thalia; bom era remar aquele bote de madeira no Passeio Público, saborear os assados do Caça e Pesca, a costelinha borboleta do Botafogo, a feijoada Lá no Pasquale, aliás, bom mesmo era viver a Curitiba de ontem.

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