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Jornal do Bairro Alto

Empatia, que bicho é esse?

Vivemos tempos muito esquisitos. As razões para chegarmos ao ponto em que estamos são muitas: crise econômica, falência dos valores morais, quebra de paradigmas de todas as ordens.

Quem sabe estranhamos tanto certos comportamentos porque a sociedade está em plena mudança. Ainda não temos nem sinal do que ela será. As expectativas são muitas.

Na minha modesta opinião, estamos com tantos problemas por falta de EMPATIA. Essa palavra anda em desuso, na prática, mas deveria ser retomada urgentemente. Empatia significa a capacidade psicológica de sentir o que está sentindo uma outra pessoa numa determinada situação.

É um esforço que o indivíduo faz para tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar o que sente a outra pessoa.

Todo mundo concorda que é a empatia que leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Ela está ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro, ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais.
Com mais empatia ninguém discriminaria o estrangeiro, o gay, o negro, o pobre, o paraplégico, a mulher ou o índio. Provavelmente não teríamos tantos casos de terrorismo ou fraudes. Quem ficaria confortável em matar um cidadão, sabendo que ele só quer levar sua vida em paz, acreditar no que quiser. Quem aceitaria desviar recursos, se compreendesse que aquele dinheiro pode fazer falta ao hospital que pode atender seu filho? Enquanto não houver essa gentileza, essa boa vontade para com o próximo, caminharemos inexoravelmente para a ruína.

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