Facebook

Jornal do Bairro Alto

Calma, nem tudo é karma

Na década de 70 nosso dia a dia foi inundado por conceitos vindos do oriente. Na culinária, na filosofia ou religião alguns fundamentos com cheiro de incenso e gosto de cardamomo se tornaram mais comuns. Os Beattles tiveram um papel importante nesse aspecto. Afinal, depois de uma estadia na Índia onde estudaram cítara e filosofia hindu, passaram a incorporar esses elementos na sua música.

A política da não-violência, de diminuição do ritmo de consumo e da paz e amor ganharam as ruas. Para quem não sabe, os Beattles chegaram a criar uma marca de roupa e quando perceberam que os produtos estavam se tornando tão importantes quanto a sua música, resolveram acabar com o negócio, no auge do sucesso. Promoveram uma liquidação vendendo todas as peças por um preço único.


Porém, é curioso como nós ocidentais temos a mania de relativizar ou ficar apenas na superfície de alguns conceitos, não conseguimos incorporar a densidade oriental. Um exemplo notório é a definição de Karma. Quantas vezes não ouvimos dizer que um acontecimento negativo faz parte da vida de um cidadão, como um castigo ou setença, o karma. Essa ideia tem mais relação com a filosofia cristã do que com a sua origem oriental. Para os hindus, o Karma é apenas uma lei natural. Para cada um dos nossos gestos, corresponde uma reação em igual intensidade. Karma não é bom nem mau, só depende da ação que o gerou. Se um cidadão não tem carteira de motorista, mas ainda assim pega um carro e se envolve num acidente , ninguém pode dizer que ele está “pagando seu karma”. Trata-se de apenas de burrice.

Rua Antonio Cândido Cavalin, 43 - Sala 01 - Bairro Alto - Curitiba - Paraná

CEP 82820-300 - Fone: 41 3367-5874