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Jornal do Bairro Alto

Calma, nem tudo é karma

Temos pouco conhecimento dos mistérios da vida e muito menos ainda de culturas que vêm de longe. As ideias que nos chegaram, de barco ou no lombo das mulas, definiram nosso jeito de ser.

Na década de 70 nosso dia a dia foi inundado por conceitos vindos do oriente. Na culinária, na filosofia ou religião alguns fundamentos com cheiro de incenso e gosto de cardamomo se tornaram mais comuns. Os Beattles tiveram um papel importante nesse aspecto. Afinal, depois de uma estadia na Índia onde estudaram cítara e filosofia hindu, passaram a incorporar esses elementos na sua música.

A política da não-violência, de diminuição do ritmo de consumo e da paz e amor ganharam as ruas. Para quem não sabe, os Beattles chegaram a criar uma marca de roupa e quando perceberam que os produtos estavam se tornando tão importantes quanto a sua música, resolveram acabar com o negócio, no auge do sucesso. Promoveram uma liquidação vendendo todas as peças por um preço único.


Porém, é curioso como nós ocidentais temos a mania de relativizar ou ficar apenas na superfície de alguns conceitos, não conseguimos incorporar a densidade oriental. Um exemplo notório é a definição de Karma. Quantas vezes não ouvimos dizer que um acontecimento negativo faz parte da vida de um cidadão, como um castigo ou setença, o karma. Essa ideia tem mais relação com a filosofia cristã do que com a sua origem oriental. Para os hindus, o Karma é apenas uma lei natural. Para cada um dos nossos gestos, corresponde uma reação em igual intensidade. Karma não é bom nem mau, só depende da ação que o gerou. Se um cidadão não tem carteira de motorista, mas ainda assim pega um carro e se envolve num acidente , ninguém pode dizer que ele está “pagando seu karma”. Trata-se de apenas de burrice.

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