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Jornal do Bairro Alto

É possível lidar com conflitos?

Realizadas as eleições, voltamos à rotina diária e agora o jeito é negociar com os eleitos, cobrar deles que cumpram o que prometeram.

Deixando esse assunto de lado, acho curioso a forma como as pessoas costumam lidar com os conflitos nos quais se envolvem. Infelizmente vivemos numa sociedade em que os ânimos se acirram por pouca coisa. Há, de forma geral, um culto pela tolerância zero ou pelo “bateu-levou”. Vemos isso em toda parte, no trabalho, em casa, até nos programas de TV. Parece que ser “esquentado” e reagir com agressividade é o que resolve.

Fico pensando se não há outra forma de lidar com os conflitos, um jeito que estresse menos as pessoas e que aponte para uma convivência mais civilizada. Confesso que é um exercício não muito fácil, pois nadar contra a maré exige muito mais disposição. Nossa vontade tem que ter mais musculatura. Porém, estou pondo esse fundamento em prática, tão somente porque acho que a vida é muito curta para gastá-la com problemas, como a atendente de TV a cabo que não entende quando quero encerrar o contrato ou um pedreiro que resolve não aparecer no dia e hora marcados.

Hoje, antes de devolver uma agressão, eu respiro (isso é fundamental). Depois penso se a agressão vai resolver. Se não existe uma forma de mostrar à pessoa que não há lógica no seu comportamento. Não quero mais ganhar discussões, nem “armar barraco”. Acho que isso é ser mais assertivo, ir direto ao ponto, sem perder tempo com firulas. Podem dizer que sou manso demais, porém garanto que isso tem me evitado dissabores e muitas rugas. Já são razões suficientes para levar a idéia adiante.

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