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Jornal do Bairro Alto

Onde está a felicidade?

Há um filme memorável de Woddy Allen, como tantos do diretor, que trata de um assunto caro para todos nós: a nostalgia. “Meia noite em Paris” conta a história de um personagem que volta à Paris dos anos 20, tempo em que a capital parisiense era o centro intelectual do mundo. Por um breve período ele convive com escritores e artistas que mudaram o rumo das artes. No entanto, ele também encontra gente que acha que Paris era melhor nos anos 1900. Volta mais na linha do tempo e acha gente que acredita que no século XIX Paris já não era a mesma, bom mesmo era a cidade cem anos antes.

Assim o filme convida o expectador a pensar sobre sua própria nostalgia. A vida era boa quando as crianças brincavam nas ruas, sem computador ou celular. Boa era a música dos anos 60 dos Beatles, da Jovem Guarda ou a música de protesto dos anos vividos sob o regime militar. Bons eram os tempos quando a vida era mais calma e ninguém ficava preso ao whatsapp. Quando a corrupção não era tão deslavada e palavras como brio e honestidade tinham valor.

Fico sempre pensando numa frase que me parece muita verdadeira: O homem procura a felicidade onde ELE não está. Isso mesmo, a felicidade está sempre no passado, no futuro, na infância, em Paris, numa ilha paradisíaca, no Natal, na Páscoa, quando houver dinheiro sobrando, quando toda a família estiver reunida, quando estamos junto de nossos pais ou de nossos filhos. A felicidade está sempre por vir, nunca é o agora.

Acho que estaríamos muito melhor se vivêssemos o presente, nosso tempo ou a nossa cidade. Para isso, seria preciso abandonar grandes pretensões e a ideia de que a felicidade é um estado permanente. Seria necessário valorizar os bons momentos, a felicidade cotidiana que é muito mais inteligente do que esperar o paraíso

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