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Jornal do Bairro Alto

Até breve Bairro Alto

A vida é feita de ciclos. Temos que aprender a aceitar as mudanças que ela nos impõe. A primeira vez que vivi isso concretamente tinha uns 18 anos. Fui à formatura do meu irmão que terminara o curso de Medicina Veterinária. A festa foi das melhores. Mas a certa altura, já com o horário avançado, a banda tocou “Canção da América”, do Milton Nascimento. E o que se viu naquele salão foi uma emoção só. Todos os futuros veterinários se abraçaram
e ouviram a música juntos, chorando. Sabiam que estavam terminando um ciclo e, certamente, muitos deles nunca mais iam se ver. Naquele momento senti que o significado de palavras
como “amizade” e “saudade” era concreto. Parecia que se eu esticasse a mão poderia tocá-las. Até hoje quando ouço a música me vem uma nostalgia que é difícil conter. Sei como os amigos são valiosos, raros, únicos. Sei também que a vida muitas vezes nos afasta deles, mas não os relega ao esquecimento. Tenho aqui comigo a lembrança de muitos que nunca
mais vi, mas por quem conservo um profundo carinho e respeito.

Assim, também aconteceu no JBA. Durante duas décadas, na busca por pautas, descobrimos pessoas incríveis, histórias que nem imaginávamos. No dia a dia, contamos com muitos colegas que tornaram o trabalho mais divertido. Ao longo do tempo construímos uma história
juntos. Mas a vida não dá trégua e insiste em separar mais um grupo de amigos. O jeito é administrar. Talvez nos mantenhamos juntos por outro motivo. Talvez não. Quem sabe do futuro?

O JBA passa para uma nova etapa, com novas ideias, sob nova direção. E torcemos para que ele continue a ser um meio de unir as pessoas, fazer novas amizades, aproximar quem está distante, quem não se conhece. E como diz a canção: “E quem ficou, no pensamento voou,
com a lembrança que o outro cantou”. Acho que é assim. Se não for, é assim que eu lembro da música. Um abraço , amigos!

Rua Antonio Cândido Cavalin, 43 - Sala 01 - Bairro Alto - Curitiba - Paraná

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