Facebook

Jornal do Bairro Alto

Deus é Brasileiro?

A ocupação da terra de Canaã pelos hebreus começou em 1250 AC sob a liderança de Josué e só foi consolidada por volta de 1010AC durante o reinado de Davi. Quase 250 anos de guerras de conquista e convulsões internas arquitetaram e concluíram um projeto de nação. A massa errante inicialmente conduzida por Moisés alcançou no reino unido das 12 tribos o status tão desejado. Possuía território, população, legislação, exército, governo, religião e tradição.


Um dia esse reino foi dividido, o povo esteve sujeito a doze cativeiros, foi submetido à escravidão por assírios, babilônios, persas, gregos, egípcios e romanos. Dispersos pelo mundo sofreram implacável perseguição, milhares caíram sob a espada dos cruzados e na época moderna padeceram sob o nazismo e o anti-semitismo. Israel, porém permanece uma nação porque em qualquer lugar do mundo onde estiver um judeu ali estará Israel.
Em novembro de 1947 a Resolução 181 da ONU dividiu a parte ocidental da Palestina em dois territórios, um judeu (53%), e outro árabe (47%), mantendo as áreas de Jerusalém e Belém sob controle internacional. Em 14 de maio de 1948, Israel declarou independência, dando início ao conflito bélico entre árabes e israelenses que persistirá até o dia em que aquele território for aceito como herança comum dos descendentes de Isaque e de Ismael.
Israel mantém por séculos uma identidade nacional graças a um forte senso de nacionalismo, de religiosidade e de herança familiar. São valores que não só os judeus, mas muitos outros povos cultivam para sobreviver num mundo onde impera a lei do mais forte.
Poderíamos afirmar que os valores da nação israelita não se aplicariam ao Brasil por sermos ainda um país jovem, por causa do peso das influências étnicas, colonialistas e multi-religiosas que nos dispersariam em várias direções. Pelo contrário, esse mosaico social não é ruim, é muito bom. Quando quisermos explorar a experiência de 516 anos descobriremos valores consistentes e não desejaremos mais permanecer como um país de categoria irrisória.
Vivemos contentes sob o domínio de lideranças e de instituições medíocres e quando os substituímos o fazemos pelos mesmos, com o mesmo discurso, a mesma prática, a mesma desfaçatez. Nossos protestos não saem da alma nem prevêem o bem comum, são desfiles de vaidades e mau gosto com hora certa para começar e terminar. Esta geração de brasileiros não sabe o que é patriotismo, não tem visão profética, desdenha os melhores conteúdos de uma rica herança religiosa, não sabe o que é família e pensa que liberdade é fazer selfie.
Reagiremos quando o Hino Nacional deixar de ser um mero rito informal nos estádios de futebol, quando a Bandeira deixar de ser toalha de mesa e quando a pouca lucidez que nos resta permitir que enxerguemos o triste futuro que estamos deixando para nossas crianças, Temos território, população, legislação, exército, governo, religiões e tradição, só nos falta vontade,
Quando os hebreus entraram em Canaã estavam inspirados pela vontade divina: “Eu farei de ti uma grande nação”, Gn. 12.2. Podemos também nos inspirar e caminhar, e, podem ter certeza, Deus não precisa ser brasileiro para nos favorecer nesta empreitada.

Rua Antonio Cândido Cavalin, 43 - Sala 01 - Bairro Alto - Curitiba - Paraná

CEP 82820-300 - Fone: 41 3367-5874