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Jornal do Bairro Alto

Fé e prosperidade

O autor da epístola aos Hebreus dirigida aos cristãos vítimas de perseguição define fé como a garantia da recompensa que o cristão almeja, a vida celestial. É a posse antecipada de algo que se não vê, mas que indubitavelmente existe. (Hebreus 11.1).

 

Foi com esse espírito que a igreja primitiva prosperou. Se obedecesse aos padrões de hoje nem teria dado o primeiro passo, pois tinha tudo para desanimar. Seu inspirador fora condenado e executado qual criminoso comum, seus seguidores, camponeses,
artesãos, pescadores, constituíam os últimos graus do extrato social israelita;não tinha edifícios para o culto e, para sobreviver, administrava seus bens em comum, uma cooperativa. Mas, possuia um firme alicerce espiritual. Paulo identificou os chamados
dons (1 Coríntios 12.4-11), ferramentas de trabalho utilizadas para edificar o crescimento pessoal dos membros, administrar a expansão missionária e manter a pureza doutrinária. Em pouco tempo, esses carismas originaram os principais serviços necessários
à comunidade que tomava forma como instituição, (Efésios 4.11).

 Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres não são títulos honoríficos, só devem ser conferidos quando a igreja, orientada pelo Espírito, identifica no indivíduo o dom ou dons essenciais
que o qualificam para um ou mais ministérios específicos a serem praticados conforme a inspiração divina, em fidelidade e oração para proveito dos objetivos do Reino, o principal deles, a real conversão dos homens. Nos primeiros tempos, como hoje, a igreja sofreu o cerco do poder. Os da sinagoga quiseram-na manter sob controle, o opressor romano elegeu os cristãos como inimigos preferenciais e a cultura greco-romana que chegou a influenciar muitos escritos neotestamentários só não absorveu o movimento
porque a fidelidade dos cristãos permaneceu em Cristo. O que ocorreu pouco depois é outra história.O assédio do mundo sempre repete o cerco perpetrado contra o Cristo (Mateus 4.1-11).

As iscas são fartura, riqueza e poder. Hoje chamam a isto prosperidade, virou uma teologia e seduz com a falsa saciedade do ter. Prosperidade não é somente riqueza material, é a ocorrência natural, no momento certo (Eclesiastes 3.17), de meios e situações que permitem ao homem, principalmente ao cristão, obter satisfação em todos os seus projetos pessoais, familiares ou profissionais, consciente de que o maná jamais faltará (Êxodo 16.35), não precisará
ser colhido em excesso e permitirá viver dignamente sob a dependência de Deus (Êxodo 16.4).

Quem se contenta com recompensas terrenas não alcança o território futuro que só é vislumbrado pelos olhos da fé. Somos prósperos quando conservamos a certeza da sublime benção que ainda está por vir. Prosperidade é o hoje, Fé é o amanhã.
“Digo isto, não por causa da pobreza,porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”. Filipenses 4.11.

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