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Jornal do Bairro Alto

Com a pedra no pescoço

Jesus pronunciou esta sentença fazendo referência a uma criança que Ele mesmo colocou no meio dos discípulos. Num sentido mais amplo está se dirigindo a todo aquele que deliberadamente induz um inocente ao tropeço.

Todos os homens e mulheres nascem predispostos à aceitação do ensinamento de Cristo e a viverem de acordo com as suas recomendações. Em qualquer fase da vida o ser humano pode ser tocado pelo Espírito de Deus e resolver voluntariamente mudar para melhor.

Não estamos falando de decisões momentâneas tomadas em meio à euforia de cerimônias religiosas, mas, daquele toque divino que transforma por completo a razão de ser, o ser e o existir. Entretanto, mesmo em situações assim existe a desagradável certeza de que o inimigo das nossas almas continua lutando para retomar a vida que se lhe escapou. Imaginemos agora o dano espiritual que pode ser causado às pessoas simples, cuja decisão foi superficial e o conhecimento do verdadeiro Deus não lhe foi ministrado, apenas vive sugestionada por sequências de pregações nem sempre honestas. São estas as crianças às quais Jesus se refere. 

Para mantê-las cativas, indivíduos inescrupulosos distorcem o ensino apostólico e inventam a cada manhã um novo ingrediente místico com o qual iludem a fé e a boa fé dos pequeninos. Isto acontece e vai permanecer enquanto a igreja séria continuar adiando a denúncia profética e substituindo a Escritura pela sabedoria humana.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. 2 Timóteo 3.16-17.

Se acreditássemos realmente nisso nossas igrejas estariam de há muito formando cidadãos lúcidos, moralmente saudáveis e tementes a Deus para, na vida cotidiana, transformar os destinos da nação. Mas, parece que temos vergonha de exibir nossa identidade cristã, e assim nos obrigamos a conviver com toda sorte de corrupção, imoralidade e falta de vergonha que devasta o que resta das igrejas, nada diferentes do cenáriomundano que o país exibe. E isso é pecado.

Negamos a Cristo, o seu sacrifício e a sua vitória sobre o mal quando nos calamos e abandonamos à própria sorte aqueles que também foram chamados. Convém não esquecer que uma pedra de moinho paira sobre nossas cabeças, é muito pesada, e o mar está bem ali.

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