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Jornal do Bairro Alto

A ausência da Igreja

A igreja do Ocidente sempre esteve presente e participante nos grandes acontecimentos da história, algumas vezes do lado do povo, outras do lado do poder.

Nos idos da década de 60 o catolicismo brasileiro apoiou os que combatiam a temida invasão comunista e teve papel fundamental nas marchas da família com Deus pela liberdade. Anos depois, durante o regime autoritário, se dividiu em tradicional e progressista, esta sob a influência da teologia da libertação que também penetrou em denominações evangélicas tradicionais deixando o campo livre para o crescimento do chamado neopentecostalismo
O país vive hoje dias de inquietação onde identificamos reações antes restritas aos chamados movimentos sociais ocorrendo também no setor produtivo, entre os profissionais liberais e noutras instituições civis. A igreja cristã, porém, tem se mantido tímida e até omissa diante desse quadro. Algumas acham que é suficiente orar, outras se fecham em copas e esperam que Deus resolva tudo. A missão da igreja é no mundo, jamais trancafiada entre quatro paredes. Será possível encontrar nesse tipo de igreja os elementos indicativos do Corpo de Cristo, da missão salvífica, do empenho transformador? Ou serão apenas agremiações religiosas com sócios de carteirinha, sem as marcas do martírio, da perseguição, da renúncia, da identidade apostólica?
Tiago 1.27b manda “guardar-se incontaminado do mundo”, mas não alheio ao que acontece no mundo. Assenta-se em Brasília uma “bancada evangélica” de 75 deputados e três senadores que usaram o título de “cristão” para se elegerem com o voto de confiança dos crentes. No poder, em vez de transformar são transformados. Não são poucos esses senhores envolvidos com a prática de delitos, respondendo na justiça por malfeitos que deveriam combater. Em Brasília se calam diante da injustiça porque suas igrejas anseiam por favores e benefícios fiscais. Não se comportando como justos, não podem exercer a denúncia profética. No resto do país, milhares de pastores e fiéis corrompidos os absolvem num ato de cumplicidade que envergonharia até a Judas Iscariotes.
Há quem ache que Jesus virá e porá um fim a essa situação. Por que debitar tudo na conta do Cristo? Não! Antes dele ainda virá Nabucodonosor, enviado pelo Pai como Seu servo (Jeremias 25) para fustigar os habitantes de uma terra que anda após outros deuses e os adoram, que não escutam os apelos do Deus verdadeiro, “e os porei por objeto de espanto, e de assobio, e de ruínas perpétuas”.
Então, um remanescente fiel vicejará em meio à ruína e verá o céu aberto e o vencedor montando um cavalo branco comandando o exército celestial que finalmente libertará o mundo. (Apocalipse 19.11-21).

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