O Irã recusou uma proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo de 48 horas, de acordo com informações da agência de notícias iraniana Fars. A agência informou, citando uma fonte, que a proposta americana foi entregue por meio de um país aliado.

    A mesma fonte disse à Fars que “avaliações indicam que essa proposta foi feita após a intensificação da crise na região e o surgimento de sérios problemas para as forças militares dos EUA”. A justificativa, segundo a fonte, estaria em uma “estimativa equivocada das capacidades militares da República Islâmica do Irã”.

    A resposta do governo iraniano à proposta de pausa nos conflitos “não foi dada por escrito, mas sim de forma prática”, afirmou a fonte da agência. A rejeição teria sido demonstrada “com a continuidade de ataques pesados” por parte do Irã ou de grupos aliados na região.

    O episódio ocorre em um momento de aumento das tensões no Oriente Médio. A proposta de cessar-fogo temporário foi vista como uma tentativa de desescalar os confrontos recentes. A rejeição imediata e a continuação das operações militares indicam a complexidade das negociações indiretas entre os países.

    Normalmente, propostas diplomáticas desse tipo são conduzidas através de intermediários, dada a ausência de relações diretas entre Washington e Teerã. A identidade do país aliado que atuou como mensageiro não foi revelada pela reportagem da agência Fars.

    A agência de notícias Fars é considerada próxima aos setores conservadores e ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Suas divulgações frequentemente refletem a posição de setores específicos do establishment de segurança iraniano.

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira.