A decisão do ministro do STF Flávio Dino de suspender a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, gerou uma onda de pedidos semelhantes. A medida tomada na CPMI do INSS levou a vários requerimentos para estender a decisão a outros investigados.
Até a noite de quarta-feira (4), já haviam sido feitos pelo menos mais cinco pedidos de extensão. Um deles foi o do próprio Lulinha, conforme divulgado por sua defesa. Além dele, figuras relevantes também entraram com pedidos.
Entre os que solicitaram a extensão estão o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, Augusto Lima, considerado uma peça importante devido à sua relação com o PT da Bahia. Os argumentos utilizados são os mesmos do caso de Roberta Luchsinger, endossados por Dino.
A defesa dos investigados sustenta que a CPMI não poderia ter aprovado a quebra de sigilo em uma votação em bloco. Segundo eles, cada requerimento precisaria de uma análise individualizada, conforme entendimento do ministro do Supremo.
Além de Augusto Lima, também fizeram o pedido ao STF a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, Marcio Alaor de Araujo, ex-banco BMG, e a empresa PKL One Participações.
Como o bloco aprovado pela comissão incluía a quebra de sigilo de 14 pessoas físicas e 35 pessoas jurídicas, a expectativa é de um aumento nos pedidos ao longo da quinta-feira (5). A situação coloca pressão sobre os trabalhos da CPMI.
A cúpula da comissão avalia a possibilidade de recorrer da decisão de Dino. Enquanto isso, a estratégia das defesas é usar o mesmo precedente para tentar suspender as quebras de sigilo de seus clientes. O caso segue em análise no Supremo Tribunal Federal.
