O fenômeno climático El Niño pode se consolidar como um dos mais intensos já registrados na história. A informação é de cientistas que utilizam registros preservados em cavernas, dados de satélite e sistemas de monitoramento para entender os impactos do evento, que já causou secas, enchentes e tragédias no Brasil e no mundo.
As análises indicam que o atual episódio pode superar marcas históricas de intensidade. Os pesquisadores acompanham a evolução das temperaturas do oceano Pacífico e os padrões de vento para prever a magnitude do fenômeno. O monitoramento é feito por diferentes centros de pesquisa, que usam tecnologias de ponta para medir as mudanças na atmosfera.
Impactos no Brasil
A expectativa é que o fenômeno traga mudanças no regime de chuvas em várias regiões do país. No Sul, há risco de temporais e enchentes, enquanto no Norte e no Nordeste, a tendência é de estiagem. No Sudeste e no Centro-Oeste, o calor deve ser mais intenso, com pancadas de chuva irregulares.
Especialistas alertam que a população deve se preparar para os efeitos do clima. As autoridades monitoram as áreas de risco e orientam a população a seguir as recomendações de defesa civil. A agricultura também pode ser afetada, com perdas em lavouras por causa da seca no Norte e do excesso de chuva no Sul.
Em edições anteriores, o fenômeno foi responsável por eventos extremos, como a seca histórica na Amazônia e as enchentes que devastaram cidades no Sul do país. Os cientistas afirmam que a atual intensidade exige atenção redobrada nos próximos meses.