Cerca de um mês atrás, a FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA) decidiu proibir a importação ou venda de roteadores WiFi novos fabricados no exterior. Agora, a lista de dispositivos cobertos pela proibição foi ampliada. A atualização do FAQ da FCC, percebida pelo site PCMag nesta semana, incluiu os hotspots WiFi portáteis e os pontos de acesso fixos 5G.
Esses hotspots portáteis são pequenas caixas que criam uma rede WiFi em qualquer lugar. Eles usam um chip SIM para se conectar a uma rede celular e transformam esse sinal em WiFi para outros dispositivos, em vez de se conectarem a um modem via cabo Ethernet. Já os pontos de acesso fixos 5G utilizam a rede celular 5G para distribuir WiFi em uma residência.
Antes de entrar em pânico, o impacto a curto prazo deve ser pequeno. A criação de um hotspot móvel por meio de um smartphone continua sendo uma prática permitida pela regulamentação. A T-Mobile declarou ao PCMag que as regras não proíbem a venda de equipamentos de rede já disponíveis nos EUA antes da proibição. Isso significa que, se um roteador foi aprovado para venda antes do anúncio, ainda pode ser comprado e usado normalmente.
A operadora afirmou: “A lista atualizada de ‘dispositivos cobertos’ da FCC não afeta nenhum roteador existente que foi aprovado anteriormente. Os clientes atuais não precisam tomar nenhuma providência e seus serviços continuarão a funcionar normalmente, sem necessidade de troca de equipamento.”
Como as provedoras de internet costumam fornecer roteadores mais antigos ou básicos, e a maioria das pessoas não troca esses aparelhos por modelos mais novos, muitos usuários de WiFi nos EUA podem nem notar os efeitos da proibição. No entanto, a medida pode se tornar um incômodo para usuários avançados, que buscam melhor desempenho ou mais recursos em seus roteadores. O site Mashable publicou um artigo explicativo sobre a confusa proibição de roteadores nos EUA, detalhando quais dispositivos são afetados.
Resta saber por quanto tempo o governo norte-americano manterá a posição de que roteadores representam um risco à segurança nacional. O tema continua gerando discussões no setor de tecnologia e entre consumidores, especialmente sobre o impacto em dispositivos aprovados anteriormente.
