Freida McFadden, autora do livro ‘A Empregada’, decidiu revelar sua identidade verdadeira ao público após mais de uma década. A escritora contou em entrevista que, na realidade, é uma médica especializada em distúrbios cerebrais chamada Sara Cohen.

    Ela explicou que usou um pseudônimo para separar sua carreira literária de seu trabalho principal em um hospital. “Estou num ponto da minha carreira em que me cansei de [minha identidade] ser um segredo”, disse. “Sou uma pessoa real, tenho uma identidade e não tenho nada a esconder”.

    Cohen afirmou que a escolha por aparecer publicamente com perucas vem de uma indecisão estética, não para manter o mistério. “Não faço ideia de como pentear meu cabelo”, declarou. Ela também confirmou que usa óculos.

    A autora havia planejado originalmente revelar seu nome apenas depois de se afastar completamente da medicina. No entanto, desde 2023, ela trabalha apenas esporadicamente no hospital, após o sucesso de ‘A Empregada’. Seus colegas descobriram sua atividade como escritora e, segundo ela, foram compreensivos.

    Outro motivo para a revelação foi a sobrecarga de manter duas identidades. McFadden garantiu que, apesar do anúncio, continua sendo a mesma escritora e pediu que os fãs continuem a tratá-la pelo pseudônimo.

    “Apesar de não ter dito meu nome real até agora, sinto que compartilhei quem sou o tempo todo”, reforçou. “Embora o nome seja uma surpresa, nada mais é. Sempre fui honesta com meus leitores”.

    Com o sucesso viral do livro e de sua adaptação para o cinema, Freida McFadden segue publicando best-sellers. Além da série estrelada por Millie Calloway, que já tem três livros e um conto, ela é autora das sagas Dr. Jane McGill e Prescription: Murder.

    A franquia ‘A Empregada’ já tem uma sequência confirmada para entrar em produção em 2026. Espera-se o retorno da atriz Sydney Sweeney, do diretor Paul Feig e da roteirista Rebecca Sonnenshine para a continuação.

    A revelação de identidade de autores que usam pseudônimos não é incomum no mercado literário. Muitos escritores optam por nomes artísticos por diversos motivos, incluindo a separação entre gêneros literários ou a proteção de sua vida privada. O caso de Freida McFadden chama a atenção pelo tempo prolongado em que manteve o segredo e pelo sucesso alcançado sob seu nome fictício.

    O fenômeno de livros que se tornam sucessos repentinos, muitas vezes impulsionados por plataformas de mídia social, tem colocado vários autores no centro das atenções. A adaptação dessas obras para o cinema e a televisão tende a aumentar ainda mais a curiosidade do público sobre a vida pessoal e a identidade dos criadores.

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira.