Ir para o texto
Bairro Alto Buscar
Promoção

Divulgação para psicólogo: o que o conselho permite e o que rende

Divulgação para psicólogo cabe dentro do código de ética quando informa em vez de prometer, e o site com CRP, método e agenda é o centro disso.

Por · · 7 min de leitura
divulgação para psicólogo

Uma psicóloga de Niterói passou os primeiros doze meses de consultório com a agenda pela metade e um perfil no Instagram cheio de frases sobre autocuidado. Recebia curtidas de colegas e nenhuma mensagem de paciente. Em março trocou as frases por um site com o CRP, a orientação teórica, os públicos que atende, o formato presencial e online, e um texto explicando como é a primeira sessão. Deixou o perfil apontando para lá. Em dois meses a agenda fechou, e as mensagens passaram a chegar com a pergunta certa: tem horário à noite?

A divulgação para psicólogo é regulada pelo Código de Ética Profissional e pelas normas do Conselho Federal. Elas permitem informar nome, registro, formação, orientação teórica, públicos, modalidades e contato, e vedam promessa de resultado, sensacionalismo, autopromoção que deprecie colegas, uso de relato de paciente e divulgação de técnica que a profissão não reconhece. O que sobra é o que o paciente procura de fato: quem é o profissional, com o que trabalha, como funciona e como marcar.

Este texto separa o que o conselho veda do que ele libera. Traz o que o site precisa mostrar e como o profissional aparece para quem busca terapia na cidade ou online. Explica o papel da página que descreve a primeira consulta, por que o perfil de frases não traz paciente, quanto custa a presença e os erros que rendem representação.

Aqui estão o vedado, o permitido, o site do consultório e a tabela comparativa. Entram a busca local por terapia, o texto de boas-vindas, o perfil que não converte, os erros comuns, a ordem para montar, os custos e as dúvidas mais frequentes.

Divulgação para psicólogo: o que é vedado

O código proíbe prometer cura ou resultado e fazer previsão taxativa sobre o tratamento. Veda divulgar de forma sensacionalista, apresentar-se como melhor que os colegas, usar depoimento como propaganda, anunciar técnica sem reconhecimento científico e propor atividade que seja atribuição de outra profissão. Também veda expor caso clínico de modo identificável. A lógica é a mesma das demais profissões de saúde: informar é permitido, seduzir e prometer, não.

Em Niterói, nada foi infringido. As frases não tinham problema ético; tinham o problema de não dizer nada sobre a profissional, e paciente escolhe pelo que lê.

O que é permitido

Nome, número do CRP, formação e especializações, orientação teórica, públicos atendidos, como adultos, adolescentes ou casais, modalidades presencial e online, endereço, horário, canais de contato e valor da sessão, informado de forma sóbria, sem promoção. Explicar o que é terapia, como é o primeiro encontro e quando procurar ajuda é permitido e útil. Artigo sobre temas da área, sem diagnóstico à distância, também. Site, perfil e ficha local podem carregar tudo isso, e é bom que carreguem, porque o paciente compara antes de escrever.

O formato que cabe nas regras é o de um site para consultório de psicologia montado pela inteligência artificial a partir da descrição do profissional. Entram registro e formação, método e públicos, modalidades, a apresentação da primeira sessão e contato, sem promessa nem relato, publicado sem cartão num endereço da plataforma. Foi o que a psicóloga descreveu numa noite e colocou no ar antes do fim de semana.

Comparativo entre os meios

O que cada meio faz pelo consultório dentro das regras.
MeioTraz paciente?Cuidado
Site com CRP, método e agendaSim.Sem promessa nem relato.
Ficha local no mapaSim, para busca local.Categoria e horário certos.
Perfil de frasesRaramente.Não substitui informação.
Anúncio com promessaVedado.Rende representação.

O que o site mostra

Página inicial com nome, CRP, método e públicos. Uma seção para cada público ou tema, com texto informativo. A página do profissional, com formação e trajetória. O texto de boas-vindas, modalidades e horários. Por fim o contato, com botão que abre a conversa ou a agenda. Foto do profissional, real e recente, e do consultório. Nada de relato, ranking, "cura" ou "resultado garantido". Quem lê isso chega à primeira sessão sabendo com quem vai falar e como vai ser.

Aparecer na busca local por terapia

Quem procura terapia busca a especialidade, o público e a cidade: psicóloga para ansiedade em Niterói, terapia de casal em Icaraí, atendimento online para adolescentes. O consultório aparece quando o site tem uma página por tema com a cidade no título, quando a ficha local está preenchida com a categoria certa e quando o endereço bate em todo lugar. Para atendimento online, a página diz isso e o público é o país, mas a cidade continua ajudando quem prefere presencial e quem quer conhecer o consultório antes de migrar para a tela.

A página da primeira consulta

É a mais lida num site de consultório e a mais subestimada, e a que mais reduz a distância entre a dúvida e a mensagem. Explica quanto dura, o que acontece, o que esperar, como é o sigilo, se é preciso "ter um problema grave" para procurar e como funciona a continuidade. Escrita na voz do profissional, sem jargão e sem promessa, ela responde à pergunta que ninguém faz em voz alta e transforma o visitante em paciente.

Erros que rendem representação ou agenda vazia

O erro mais comum é o perfil só de frases, como o de Niterói no começo, que agrada colegas e não traz paciente. Vem depois publicar depoimento, ainda que com consentimento. Segue prometer "superação" ou "cura" em texto ou anúncio. Fecha a lista esconder o CRP e o método. Os três últimos rendem representação; o primeiro rende um ano inteiro de agenda pela metade, sem que ninguém perceba o motivo.

Em ordem, para montar

  1. Definir método, públicos, formatos e a cidade, e escrever a página inicial com o CRP.
  2. Escrever as boas-vindas na própria voz, sem promessa.
  3. Publicar o site com esses textos, a foto real e o contato, e apontar o perfil para ele.
  4. Preencher a ficha local com categoria, horário e o link do site.
  5. Reler tudo com o código de ética ao lado e retirar qualquer promessa ou relato.

O passo dois foi o que mudou, em Niterói, a pergunta que chegava: de "você atende o quê" para "tem horário à noite".

Quanto custa

O site sai de graça no plano básico de plataforma, num endereço da plataforma, e com domínio próprio por pagamento único entre R$ 40 e R$ 200, mais hospedagem em torno de R$ 10 por mês. Presença no mapa não custa nada. A foto profissional custa uma sessão com fotógrafo ou uma tarde com luz natural e celular, e vale mais que qualquer imagem de banco. Anúncio informativo, para quem quiser, começa em R$ 10 por dia e só faz sentido com o site pronto. A presença completa fica abaixo de trezentos reais nos primeiros doze meses.

Perguntas frequentes sobre a divulgação

Divulgação para psicólogo é permitida?

Sim, quando informa: nome, CRP, formação, método, para quem atende, formatos e contato. Prometer resultado e usar depoimento é vedado.

Posso informar o valor da sessão?

Pode, de forma sóbria, sem promoção, desconto anunciado ou linguagem de venda.

Relato de paciente com autorização vale?

Não. O código veda o uso de relato como propaganda, com ou sem consentimento.

Perfil no Instagram substitui o site?

Não. O perfil mostra presença; o site guarda CRP, método, apresentação e contato de forma que o paciente leia sem perguntar.

Atendimento online muda as regras?

Não muda a ética da divulgação. Exige o cadastro na plataforma do conselho e a informação clara da modalidade no site.

Quanto custa montar a presença?

De zero a cerca de R$ 300 no primeiro ano, com site, domínio próprio e presença no mapa. O maior investimento é a apresentação da primeira sessão, escrita com calma.

Resumo

Divulgação para psicólogo é permitida quando informa e vedada quando promete, seduz ou expõe. O site com CRP, método, públicos, modalidades, apresentação e contato é o centro; a ficha local traz a busca da cidade e o perfil aponta para o site em vez de substituí-lo. Relato, promessa e sensacionalismo ficam de fora. Custa menos de R$ 300 no primeiro ano. A psicóloga de Niterói fechou a agenda em dois meses trocando frases por informação.

Enviar para: WhatsApp Facebook X
Leia também