O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que é natural um país como o Brasil ter vários candidatos a cargos majoritários. A declaração foi dada após questionamento sobre a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República.

    Alckmin ponderou, no entanto, que no futuro será preciso reduzir o número de partidos políticos. “Porque há um pluri, um multipartidarismo exagerado”, disse ele em conversa com jornalistas nesta quinta-feira, dia 2.

    Questionado sobre pesquisas eleitorais que apontam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente respondeu que “pesquisa é momento”. Ele acrescentou que na maioria das pesquisas, Lula está na frente.

    Segundo Alckmin, o que vai valer de verdade é o início da campanha eleitoral. “A campanha é o momento alto da vida pública. Porque você vai poder comparar. Você vai poder comparar governos”, afirmou.

    Em seguida, ele disse que a comparação deve ser feita em todos os setores, incluindo o meio ambiente e a defesa da democracia. “Nós salvamos a democracia. Isso é a realidade. Então, democracia versus ditadura, autoritarismo. Aliás, quem defende ditadura não devia nem ser candidato. Se não acredita no povo, para que disputar?”, questionou.

    O vice-presidente completou dizendo que “estamos preparados para no momento adequado fazer a comparação”.

    O ministro também falou sobre a importância do momento das eleições para o debate público. Segundo ele, é na campanha que os eleitores têm a chance de avaliar as diferentes propostas e os desempenhos passados. Ele reforçou a ideia de que a disputa eleitoral é um período fundamental para a democracia.

    Alckmin também comentou sobre a dinâmica partidária no país, reafirmando sua visão de que o sistema atual tem um excesso de siglas. Essa fragmentação, na avaliação dele, pode dificultar a formação de maiorias estáveis e a governabilidade, temas frequentemente debatidos no cenário político nacional.

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira.