Durante a final do BBB 26, exibida na noite passada, a TV Globo realizou uma edição incomum nas imagens de arquivo. A emissora substituiu a imagem do ex-participante Pedro Henrique Espindola pela figura de um dinossauro.

    O ex-brother deixou o programa anteriormente, após um incidente envolvendo uma tentativa de beijo não consentido em Jordana Morais. Na edição do vídeo da final, sua presença foi alterada em três momentos distintos.

    Em uma das cenas, a silhueta de Pedro Henrique foi trocada pela do personagem Edilson Capetinha. Em outro corte, ele apareceu brevemente em uma conversa com os participantes Juliano Floss e Brigido Neto. Na terceira aparição, sua imagem foi totalmente substituída por um réptil animado.

    A emissora não se pronunciou oficialmente para confirmar ou explicar a decisão editorial. As imagens, no entanto, foram ao ar durante a transmissão do programa.

    A reação nas redes sociais foi imediata e intensa. Muitos espectadores comentaram a escolha da produção. Uma usuária na rede X escreveu: “Eles fingindo que ele nunca existiu”. Outro perfil, conhecido como Zebrinha, postou: “A Globo vai fingir que o Pedro nunca participou do BBB”.

    O participante Ryan também virou tema de comentários ao notar a ironia da silhueta usada. Ele teria dito: “Colocaram o falecido Pedro e revelando o Capeta”. A edição criativa recebeu elogios até de pessoas que não eram simpatizantes do ex-brother.

    A ação é considerada inédita para uma final do reality show. Analistas de comunicação entendem que a medida carrega um recado institucional. A troca de imagem sinaliza que a emissora pretende encerrar de forma definitiva o capítulo envolvendo aquele participante.

    A escolha pelo dinossauro é vista como uma forma de humor com mensagem embutida. Foi uma maneira de a produção se comunicar com o público sem a necessidade de emitir uma nota oficial. A estratégia é apontada como um movimento de gestão de reputação.

    O caso reacendeu discussões sobre como programas de TV lidam com participantes envolvidos em controvérsias. A edição radical aplicada pela Globo mostra uma tentativa de separar o entretenimento do comportamento reprovado do ex-integrante.

    A medida também levanta questões sobre a memória do programa. Ao alterar imagens de arquivo, a produção reescreve visualmente a trajetória da edição. Isso afeta como o público vai recordar os eventos que de fato ocorreram dentro da casa.

    Especialistas em audiência ponderam que a decisão pode ter sido influenciada pela pressão das redes sociais e pela opinião pública. O fato gerou grande engajamento online, com milhares de menções e compartilhamentos nos minutos seguintes à exibição.

    A tática de substituir a imagem por um elemento cômico, como um dinossauro, pode ser uma forma de aliviar a tensão em torno do assunto. Ao mesmo tempo, a ação deixa claro que o participante não é mais bem-vindo no contexto do programa.

    Não é a primeira vez que a emissora edita cenas para remover participantes, mas o uso de um recurso de humor gráfico em uma final é algo novo. A situação finaliza de maneira simbólica a participação de Pedro Henrique no BBB 26.

    Giselle Wagner

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira.