O PTB, fundado por Getúlio Vargas e posteriormente liderado por figuras como João Goulart e Leonel Brizola, foi por um longo período um dos três principais partidos do Brasil. Sua trajetória, no entanto, entrou em declínio durante os anos de ascensão do PT.
A situação do partido se tornou mais difícil quando passou a ser comandado por Roberto Jefferson, conhecido por lançar a candidatura presidencial do Padre Kelmon. Nessa fase, sua base eleitoral e influência política minguaram consideravelmente.
O ano de 2022 marcou um ponto crítico. O partido não conseguiu alcançar o quociente eleitoral necessário para manter seu registro na Justiça Eleitoral. Diante disso, a única alternativa foi se fundir com outras legendas de menor porte, dando origem ao PRD.
No Distrito Federal, a situação do partido era particularmente frágil. A legenda era representada por apenas um deputado distrital, Rogério Morro da Cruz, e enfrentava sérios problemas financeiros, atormentada por dívidas.
A direção regional estava a cargo de Lucas Kontoyamis, um político com experiência na condução de partidos de pequeno porte. Na semana passada, ele conseguiu, com grande esforço, anunciar que havia quitado as dívidas da agremiação. A comemoração, porém, foi breve.
Durante o feriado prolongado, Kontoyamis deixou o PRD. Ele se filiou ao PSD para se integrar à campanha do ex-governador José Roberto Arruda. O deputado Rogério Morro da Cruz também migrou para o novo partido, mas fez uma ressalva pública ao assinar sua filiação: declarou que daria apoio não a Arruda, mas a Celina Leão.
Com a saída de seus dois únicos representantes de peso no DF, o PRD, sucessor do antigo PTB naquela unidade da federação, deixou de existir na prática. A legenda, que chegou como fusão para tentar sobreviver, desapareceu do cenário político brasiliense.

