A aviação civil na região Sudeste do Brasil atingiu um recorde histórico no mês de fevereiro. Foram 4.902.827 passageiros que embarcaram nos aeroportos da área.

    O número é o melhor já registrado para um fevereiro desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2000. O total supera em 6,8% a movimentação de fevereiro de 2025, que foi de 4.590.505 passageiros.

    Entre os aeroportos com maior movimento, o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) ficou em primeiro lugar, com cerca de 3,6 milhões de passageiros. Na sequência, aparecem o Aeroporto de Congonhas (SP), com 1,8 milhão; o Aeroporto Internacional do Galeão (RJ), com 1,6 milhão; e o Aeroporto Internacional de Confins (MG), com 907 mil passageiros.

    A rota aérea mais movimentada foi a ponte aérea entre Congonhas e o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com 299.963 passageiros transportados.

    O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que os números mostram confiança no setor e o progresso das políticas públicas para infraestrutura. Ele afirmou que mais passageiros e voos geram mais empregos, turismo e desenvolvimento econômico.

    O mercado internacional também cresceu. Em fevereiro, foram 1.039.931 passageiros em viagens para fora do país. No mesmo mês de 2025, esse número era de 929.596, o que significa um aumento de 11,8%.

    O número de voos internacionais que partiram do Sudeste subiu de 5.121 para 5.573.

    As rotas internacionais com mais destaque foram a entre Santiago, no Chile, e o Galeão, com 137.976 passageiros, e a entre o Galeão e Buenos Aires, na Argentina, com 95.022 viajantes.

    Durante o ano de 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos aumentou os investimentos em infraestrutura na região Sudeste. O objetivo é ampliar a capacidade, modernizar terminais e melhorar a conectividade aérea.

    Foram anunciados R$ 5,6 bilhões em investimentos para 21 aeroportos em todo o país, incluindo vários na região Sudeste.

    O aeroporto que deve receber o maior investimento é o de Congonhas, em São Paulo, com cerca de R$ 2,5 bilhões previstos. As ações têm como meta aumentar a capacidade, melhorar a experiência dos passageiros e tornar os aeroportos brasileiros mais competitivos.

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira.